terça-feira, 25 de novembro de 2014

Resumo do Artigo - Educação e Cybercultura


Algo que chama muito a atenção nos tempos em que vivemos é a rápida evolução da tecnologia, por consequência a velocidade do surgimento e da renovação dos saberes, quando se fala em renovação dos saberes significa que muitos dos assuntos estudados hoje, em poucos anos não serão mais utilizados e o aluno terá que se reatualizar se quiser continuar atuando na área.
No EAD, é preciso um novo estilo de pedagogia que favoreça, ao mesmo tempo, os aprendizados personalizados e o aprendizado cooperativo em rede. Nesse quadro, o docente vê-se chamado a tornar-se um animador da inteligência coletiva de seus grupos de alunos, em vez de um dispensador direto de conhecimentos.
Nunca a população buscou tanto a educação, as universidades estão cheias e as escolas de educação profissional estão saturadas, cada vez mais irão faltar professores para ensinar para todos os interessados e cada vez mais o ensino EAD passa a ser uma opção, principalmente pela questão do tempo e pelo fato de que os indivíduos estão suportando menos acompanhar cursos uniformes ou rígidos que não correspondem às suas necessidades.
Objetos de aprendizagem são uma boa opção para tornar as aulas mais divertidas, interativas, tanto no ensino presencial quanto EAD, esses sistemas de simulação permitem que os alunos se familiarizem de maneira prática e barata com objetos ou fenômenos complexos que evitam dos alunos enfrentarem algumas vezes situações perigosas ou difíceis.
Uma característica dos tempos atuais é que o docente nunca pode parar de estudar e o ensino EAD é uma boa opção para mantê-lo atualizado.

Link do Artigo:

Políticas Públicas Para Inclusão Digital nas Escolas

Com a leitura deste artigo fica claro os enormes desafios que existem para realmente incluir digitalmente os alunos, a comunidade e arredores de onde a escola está presente, no início e ainda em muitas escolas, não existem computadores disponíveis, mas esta fase está sendo superada, porém, talvez o grande desafio agora seja qualificar os professores, muitas vezes o professor tem dificuldades de informática básica e por isso tem “vergonha” de levar seus alunos para um laboratório de informática, para professores que possuem um conhecimento mínimo de informática, muitas vezes falta outro tipo de treinamento, que é o que a informática pode agregar para as aulas, que objetos de aprendizagem, o que trabalhar em um laboratório para tornar as aulas mais atrativas, que realmente contribua para o aprendizado de seus alunos e que não seja apenas uma pesquisa no laboratório. Os desafios ainda são enormes.



domingo, 23 de novembro de 2014

Tecnologia ou Metodologia?

A tecnologia pela tecnologia, informatizar por informatizar não trás diferenciais nem no mundo corporativo, muito menos na educação, o auxílio do computador e da tecnologia em sala de aula poderá ser de grande valia caso o professor tenha um planejamento, um objetivo traçado, tenha uma metodologia, onde possa trazer objetos de aprendizagem, formas de abordar o conteúdo utilizando a tecnologia para tornar as aulas mais atrativas, divertidas, onde os alunos possam aprender a gostar dos conteúdos abordados, no exemplo do vídeo, aprenderem a gostar de matemática que é uma área em que poucos alunos gostam.
No exemplo do vídeo, a tecnologia apenas substituiu o caderno e o quadro pelos computadores e datashow, mas não agregou nada a nível de diferencial para a aprendizagem do aluno, não serviu para tornar as aulas mais atrativas, a aula continuou a mesma, com a mesma técnica, ou seja, neste caso, a tecnologia não serviu para nada.

Link para o vídeo:

EAD (Ensino à Distância)

O Ensino a distância é uma ótima opção para estudantes que querem se especializar e valorizam seu tempo. O ensino a distância é uma modalidade de ensino que permite ao aluno administrar melhor o tempo dos estudos podendo fazê-lo em casa ou nos horários livres do trabalho.
O fato de poder estudar onde quiser se constitui uma vantagem significativa, pois os alunos podem ter acesso ao estudo em cidades que não contém com aquele determinado curso ou fazer uma faculdade em locais que não tem uma universidade disponível. Outra vantagem é que os cursos a distância são mais baratos em ralação aos presenciais, além da economia de tempo e dinheiro gasto com transporte até o local de curso.

Resumo do site: PORTAL EDUCAÇÃO.


Perfil do Professor e Aluno no EAD

Professor

·                    É fundamental ter uma boa didática e metodologia, além de um  excelente conhecimento técnico em sua área;
·                    Ser organizado (muito organizado, planejar muito bem), estar sempre conectado (responder as dúvidas dos alunos de forma rápida), ser uma pessoa comunicativa;
·                    Estar sempre presente, conectado, cooperativo.

Aluno

·                    Estabelecer contatos, por si mesmo, com fatos e idéias, analisando-as;
·                    Ter capacidade de compreender fenômenos e textos e de usá-los espontaneamente;
·                    Planejar, por iniciativa própria, ações e buscar soluções para o problema;
·                    Desenvolver atividades que possibilitem manejar as informações mentalmente, de forma independente;
·                    Ser organizado;
·                    Tirar diariamente um tempo por dia para os estudos.

Objetos de Aprendizagem


Objeto de Aprendizagem é qualquer recurso digital como, por exemplo: textos, animação, vídeos, imagens, aplicações, páginas Web em combinação que destinam-se a apoiar o aluno no processo de aprendizagem. São recursos digitais modulares, usados para apoiar a aprendizagem presencial e à distância. Sua utilização é destinada a situações de aprendizagem tanto na modalidade à distância quanto presencial.
A utilização de OA’s remete a um novo tipo de aprendizagem apoiada pelo computador, no qual o professor abandona o papel de transmissor de informação para desempenhar um papel de mediador da aprendizagem. O OA, enquanto recurso pedagógico, propicia uma participação ativa do aprendiz na construção e no seu desenvolvimento cognitivo.
Nesta perspectiva, entende-se que este recurso pode auxiliar o professor em sua ação docente, pois oferece diferentes ferramentas que servem de apoio ao processo de aprendizagem. A utilização de elementos multimídia, tais como simulações, imagens, textos, som, animações e vídeos, desempenham um papel importante na aquisição de conhecimento quando bem utilizadas. Estes podem ser considerados como recursos pedagógicos que permitem ao aluno acompanhar o conteúdo de acordo com o seu próprio ritmo, acessando facilmente a informação e se engajando de forma independente e autônoma num aprendizado por descoberta.

Resumo do Link:

Links de Repositório de Objetos de Aprendizagem:

Teclado Ampliado



O Teclado Ampliado foi projetado para pessoas com deficiência visual ou baixa visão, que possuam: degeneração macular, retinopatia diabética, glaucoma, catarata, entre outras doenças. Com um tipo de letra maior, as teclas são mais fáceis de ver, mesmo com pouca luz. O teclado aumentado possui letras em caixa alta e separadas por cores (vogais, consoantes, numerais e funções).

sábado, 22 de novembro de 2014

Apresentação - Montagem de um Plano de Curso - 

Projeto Arquitetônico I


https://prezi.com/bz0gfdup6lat/projeto-arquitetonico-1/?utm_campaign=share&utm_medium=copy

Mapa Conceitual - Artigo - Diferentes Tipos de Objetos para dar Suporte a Aprendizagem




Artigo:

https://drive.google.com/file/d/0B1luG3N-Be_vUnJfTi1JLXZfVm8/view?usp=sharing
Objetos de Aprendizagem - Aula Sobre Teorema de Pitágoras

Em uma aula de matemática, que aborde, por exemplo, o conteúdo de Teorema de Pitágoras, existe um site de objetos de aprendizagem no link: http://nautilus.fis.uc.pt/mn/p_index.html (A Magia dos Números), nele existe um link para o objeto de aprendizagem Teorema de Pitágoras: http://nautilus.fis.uc.pt/mn/pitagoras/pitflash1.html.
A aula começará abordando o que é o Teorema de Pitágoras, demonstrando alguns exercícios resolvidos de exemplo, após os alunos entenderem o conceito e entenderem como se resolve os exercícios, será mostrado este objeto de aprendizagem, onde é possível revisar os conceitos no menu aulas e jogar os jogos na sequência, com os jogos será realizada uma competição entre os alunos da turma, os cinco alunos que ficarem com a maior pontuação receberão uma premiação, ganharão um bombom, depois no final, será realizado mais alguns exercícios do livro.
Com a utilização deste objeto de aprendizagem pretende-se desenvolver o raciocínio lógico, ir acostumando o aluno a responder questões de múltipla escolha que será fundamental para ele no futuro (concursos, ENEM, vestibular, ENADE, etc.), além de aprofundar os conhecimentos sobre o Teorema de Pitágoras, a resolução de exercícios e tornar a aula mais divertida.
A teoria de aprendizagem que mais se ajusta a esta metodologia é a teoria Comportamentalista (behaviorista), de Skinner, onde o aluno aprende com a repetição (conhecimentos teóricos, exemplos resolvidos, os jogos e os exercícios do livro), têm algumas áreas, principalmente as exatas onde as idéias de Skinner são mais utilizadas.

Link Para o Objeto de Aprendizagem:

Mapa Conceitual - Artigo - Tecnologias e Novas Educações




Artigo:

https://drive.google.com/file/d/0B1luG3N-Be_vcmZYLTBfUnc0QVk/view?usp=sharing
Tecnologia X Dinosor

Dinosor é um animal jurássico, que ainda insiste em não ser extinto, que acha que aula tem que ser no "gogó". Incapaz de ligar um datashow, ele pensa que a tecnologia é uma distração, e não um ganho ou estímulo em sala de aula.
O Dinosor, poderia ser um "animal" em extinção, porém é a espécime que mais se reproduz. O maior problema do Dino (apelido carinhoso) é a total falta de capacidade de ouvir os outros, tão pouco os próprios alunos.
Para que ferramenta se tenho todo o conteúdo na cabeça? Sempre fiz assim... sempre fui assim... "síndrome Gabriela". Essa síndrome pode-se dar devido ao medo de mudança, e ao medo de não conseguir acompanhar essas tecnologias.
Os Dinosores são capazes de sobreviver sem sofrer sequelas a grandes mudanças globais, culturais, novas gerações, estímulos audiovisuais, interativos, multimidiáticos, realidade aumentada, impressão 3D, nada disso abala sua IMUTÁVEL e tradicional metodologia.
Estudos apontam para um gene presente que mantém sua impossibilidade de mudanças, não sofrendo mutações, ele é quase um viajante no tempo, que não se abala com essas “modinhas” como a alta tecnologia e tudo mais… afinal, "o automóvel e só uma moda passageira, o cavalo sempre existirá!"
Com seus métodos arcaicos não estimulam os alunos, fazem com que os mesmos tenham vontade de sumir ou dormir nas aulas. As tecnologias são ferramentas que auxiliam e motivam os alunos a aprender mais e despertam o interesse. Claro, o professor tem que estar disposto a utilizar.
A tecnologia pela tecnologia não agrega nada, a tecnologia em sala de aula não é uma ferramenta de passatempo, algo que se coloca os alunos em um laboratório sem ter um objetivo, uma atividade para ser realizada.
O segredo do sucesso no uso da tecnologia em sala de aula é a forma como a tecnologia é usada, a metodologia utilizada.
O computador é um recurso tecnológico que pode ser utilizado para enriquecer as aulas, pode ser utilizado softwares, vídeos, jogos educativos, enfim, recursos computacionais que possam prender a atenção dos alunos para o conteúdo da aula, agora substituir o quadro por slides e ficar a aula toda em cima de slides deixa a aula cansativa e os alunos vão acabar encontrando “coisas mais interessantes” na internet para ver, fora o fato de que usar o computador só para apresentar slides, é subutilizar os recursos tecnológicos que temos disponível. A tecnologia pode ser uma grande aliada para tornar as aulas mais divertidas, mais interativas, porém, se mal empregada pode fazer com que o aluno fique fazendo outras coisas e nem escute mais o professor.
Conforme Lévy (1999), as tecnologias têm o papel de serem favorecedoras de novas formas de acesso à informação, de novos estilos de raciocínio e de construção do conhecimento. Ou seja, as tecnologias trazem novos recursos que podem ser utilizados em sala de aula, material é o que mais tem na internet, vídeos, jogos interativos, vídeo-aulas, se o professor for criativo poderá tornar as suas aulas muito divertidas, interativas, fazendo com que o aluno goste do assunto, construa o conhecimento e se interesse em pesquisar mais sobre o conteúdo aprendido.

REFERÊNCIAS


LÉVY, Pierre. Cibercultura. Tradução de Carlos Irineu da Costa. São Paulo, Ed: 34, 1999, 264 p.
Chefe x Líder

É muito importante que um líder saiba dizer sim e saiba dizer não na hora certa, se o líder sempre dizer sim, o colaborador vai acabar pensando que pode fazer tudo o que quiser, que não precisa atingir as metas, que pode trabalhar a hora que quiser e que não precisa seguir regras, se sempre o líder dizer não o colaborador vai acabar se cansando, o líder irá perder a equipe, quando precisar do colaborador ele também irá dizer que não pode fazer algo naquele dia, isso não apenas em um ambiente corporativo, em sala de aula com os alunos é a mesma coisa, tem que dizer sim e dizer não na hora certa, a mesma coisa se for educar um filho, ou seja, em qualquer situação é preciso saber dizer sim e dizer não na hora certa.
A diferença entre um chefe e um líder é que o chefe é aquele que tem o cargo, que cobra resultados, que manda, o líder é aquele que lidera pelo carisma, pelo respeito que a equipe tem por ele, na maior parte do tempo quem tem cargo de gestão precisa ser líder, as pessoas precisam confiar nele, mas em algumas situações ele precisa ser chefe, impor algo quando as coisas saem da linha e quando não se resolveu conversando.

O líder não precisa tomar todas as decisões, pode delegar algumas coisas para pessoas que sejam especialistas na área, claro que o líder precisa acompanhar, um líder não sabe tudo, pode aprender muita coisa com a sua equipe e não precisa ter vergonha de não saber, mas é preciso sempre querer aprender mais, é preciso cuidar das suas atitudes até mesmo quando está fora do ambiente de trabalho, pois nunca se sabe se não tem alguém por perto que pode estar observando suas atitudes, um líder não pode se ausentar, de participar, de dar suporte a sua equipe em momentos difíceis, é nesta hora que a equipe espera que o líder esteja por perto, que auxilie na resolução dos problemas, e um líder pode se afastar por um tempo da organização, o desempenho e comprometimento da equipe continuará o mesmo. Para a equipe as atitudes do líder são tidas como exemplo, eis a importância do líder ter uma postura o mais exemplar possível em todas as situações, é importante que o líder dê um feedback construtivo para cada um de seus liderados, o que está bom, o que pode ser melhorado, se esta cultura se estabelecer será algo comum, rotineiro, se criará uma cultura de dar feedbacks, e quando se chamar a atenção de um colaborador ele não se sentirá mal, irá entender e tentar melhorar, quando a cultura do feedback é implantada cria-se uma cultura de aprendizado.     

Resenha: “Em busca da sintonia perfeita”


A resenha a seguir trata sobre uma reportagem de Vivian Gamba de título “Em busca da sintonia perfeita”, publicado na revista Educação em Revista de junho/julho de 2013 nas páginas 22 até 26.
A reportagem de forma geral, fala sobre o perfil dos jovens de hoje, jovens imediatistas e o que as universidades, os professores precisam fazer para envolver esse novo perfil de estudante, o que é preciso fazer para motivá-los.
A reportagem fala que o mercado de trabalho está muito mais diversificado e competitivo e que no tempo de nossos avôs e bisavôs não existiam muitas opções, geralmente, o filho seguia a profissão do pai. Concordo, existem várias profissões que até pouco tempo atrás não existiam, e a tendência é que novas profissões acabem surgindo, com cada vez mais opções e as pessoas cada vez mais qualificadas, é normal que o mercado se torne mais competitivo e o consumidor também fique mais exigente, também é comum diante de tantas opções a dúvida das pessoas sobre qual profissão seguir.
A reportagem também fala que as mudanças no mercado de trabalho se caracterizam principalmente pela inserção cada vez maior de ciência e tecnologia nos processos produtivos, além do enxugamento da força de trabalho, novas formas de organização da produção capazes de otimizar o uso do tempo e diversificar o campo de atuação do operário. Concordo com a autora, com a inserção principalmente de tecnologia nos processos produtivos e o enxugamento da força de trabalho, os profissionais precisam cada vez mais estar preparados, é preciso ter um excelente conhecimento técnico, é preciso estar aberto a mudanças, conseguir se readaptar rapidamente as novas formas de produção e processos, é preciso que o trabalhador seja empreendedor, pense novas formas de se fazer a mesma coisa, além do relacionamento interpessoal, saber trabalhar em equipe é algo muito valorizado no mercado de trabalho.
A reportagem fala que a geração que está saindo da universidade é formada por jovens ousados, porém, inquietos, imediatistas, com dificuldades de relacionamento com as figuras de poder, além de possuírem maior conhecimento em tecnologia. Concordo com a autora, é visível para quem possui contato com os adolescentes e jovens recém formados ou que estão cursando o ensino superior que a grande maioria não pensam a longo prazo, não planejam o futuro, pensam a pequeno e médio prazo, não gostam de coisas muito “enroladas”, que demore muito, são bastante inquietos e imediatistas, porém, por estarem sempre cercado com tecnologia, possuem um maior conhecimento e facilidade em se adaptar as novas tecnologias.
O texto também fala que os produtos mudam muito rapidamente, o que faz com que o profissional precise sempre aprender e reaprender, fatores como autoconhecimento, habilidade de convivência e atitude empreendedora, são muito importantes hoje em dia. Concordo, como a tecnologia está sempre mudando, aquilo que é aprendido hoje, daqui alguns poucos anos talvez já não seja mais válido, por isso é preciso estar sempre se atualizando, senão, em pouco tempo, o profissional estará totalmente desatualizado, aquela idéia de que o profissional ao se formar estará preparado para atuar na área o resto da vida não é mais verdade, portanto, mudanças sempre irão ocorrer, sempre o profissional precisará se atualizar, reaprender, atitude empreendedora e saber trabalhar em equipe é algo fundamental.
O texto também fala que às novas gerações de jovens que entram no mercado, apesar de possuírem a fama de preguiçosos, descompromissados, fúteis, são pessoas com extremo potencial, só precisam ser lapidados e acreditados. Concordo, quando os adolescentes, jovens, entendem a importância de algo e gostam, eles se dedicam e fazem um bom trabalho, porém, se não compreendem a importância do que estão fazendo ou não gostam, nessas situações muitas vezes é possível perceber a preguiça, a falta de vontade, mas se o adolescente entender a importância, gostar da idéia ele se torna dedicado, responsável.
A reportagem também fala que existem jovens hoje muito qualificados, que amam se aprimorar, que falam duas, três línguas, educados e que possuem um alto potencial. Concordo com a autora, essa é uma das grandes vantagens desse mundo globalizado, a facilidade de acesso a educação, e a informação, se o adolescente realmente quer e se dedicar é possível aprender duas, três línguas, se tornar muito qualificado na profissão escolhida.
Outra questão que a reportagem aborda é que os jovens não têm medo de buscar novos caminhos e não pensam duas vezes para mudar de emprego. Concordo, grande maioria dos jovens acaba tendo vários empregos em questão de poucos anos, muitas vezes por qualquer frustração no emprego já acabam saindo da empresa, se por um lado ganham experiência em várias empresas, por outro, muitas vezes deixam de crescer em uma empresa pelo pouco tempo que acabam ficando.
A reportagem também aborda que os jovens quando trabalham com prazer, trabalham muito bem e têm a capacidade de revolucionar o que fazem, impressionando a todos. Concordo com a autora, quando os jovens gostam do que fazem, eles realmente se esforçam, se divertem trabalhando e surpreendem os demais.
Outro assunto abordado na reportagem e na minha opinião o assunto principal da reportagem, é que os professores e orientadores precisam sempre se atualizar, precisam saber relacionar os conteúdos com temas atuais, dar uma aula interativa e dinâmica e estimular as crianças, adolescentes e jovens são atitudes fundamentais do educador. Concordo plenamente, hoje o professor precisa estar sempre atualizado e buscando se atualizar, ver quais são as tendências futuras, saber contextualizar, explicando a importância daquele conteúdo que está sendo estudado, onde o conteúdo está presente no dia-a-dia do aluno, onde o conteúdo pode ser aplicado na vida profissional do mesmo, aulas dinâmicas, interativas, uma aula que dê o embasamento teórico necessário, mas ao mesmo tempo seja uma aula prática, que o aluno saia da aula e consiga aplicar no seu ambiente de trabalho, ao momento que os jovens entenderem a importância do assunto e gostarem, os alunos vão estudar, vão se esforçar e vão ser bons alunos.
Outro assunto abordado na reportagem é que os maiores desafios das universidades são criar uma plataforma de aprendizado coletivo onde ninguém pode se dar o privilégio do saber, nem mesmo o professor. Concordo, hoje muitos alunos possuem muitas experiências que podem contribuir para a turma toda, uma plataforma que contribua para essa troca de experiência é algo bem importante, cada vez mais o professor se torna uma pessoa que irá direcionar os debates, irá dar o “norte” para as trocas de experiências e não mais como o “dono”, detentor do conhecimento.
Outro assunto abordado é que as instituições de ensino superior precisam estar próximas desse novo mundo do trabalho, mais enxuto, flexível e com centenas de opções profissionais. Concordo, as instituições de ensino precisam estar próximas das empresas, precisam relacionar os seus conteúdos a prática profissional no dia-a-dia.
Eu indico esta reportagem a todos os professores, coordenadores de curso, pessoas que gostem de ler sobre o perfil da juventude atual ou que gostem de uma boa leitura.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Resiliência e Prática Escolar


O texto apresentado a seguir baseia-se no artigo Resiliência e Prática Escolar: Uma Revisão Crítica, escrita por Indinalva Nepomuceno Fajardo, Maria Cecilia de Souza Minayo e Carlos Otávio Fiúza Moreira.
Na área de engenharia, materiais com alto valor de resiliência são aqueles materiais que têm alto limite de elasticidade, mesmo que uma determinada força atue sobre o material, o material absorve a energia, mas não adquire deformações permanentes, cessado a força que atua sobre o material, o mesmo retorna ao seu formato original, quanto maior for o limite de elasticidade, maior será a força que o material agüenta sem que ocorram deformações permanentes em sua estrutura.
Logo após, a psicologia e as ciências humanas adaptaram o conceito de resiliência, para estas ciências um ser humano resiliente é aquele que mesmo diante da adversidade, dos problemas, mesmo a pessoa ficando momentaneamente abalada, logo a pessoa processa o ocorrido, verifica o que é possível ser feito, reage, supera o problema e muitas vezes sai da situação muito mais fortalecida do que quando entrou.
Pelo artigo que se baseia este texto, de forma resumida, é possível perceber que existem na literatura sobre o assunto, duas visões diferentes e em minha opinião complementares, uma das visões do assunto fala que a resiliência é algo interno, psicológico e que depende de cada pessoa ser ou não resiliente, outra visão aponta que a resiliência depende muito do meio, do clima do ambiente, das condições de trabalho, nesta visão, a mesma pessoa pode ser resiliente em um ambiente e passar por grandes dificuldades em outro, não conseguir a resiliência necessária para superar os desafios e sucumbir.
A primeira visão, aquela que defende que o ser humano é ou não resiliente, tudo depende muito da forma como foi criado quando era pequeno, da estrutura familiar, da forma como foi reagindo às adversidades vai formando a estrutura psicológica da pessoa, essa estrutura pode ser “forte”, resistente, ou seja, resiliente, ou pode ser “fraca”, frágil, em que qualquer adversidade a pessoa pode se frustrar, sofrer o golpe e sucumbir, essa visão da resiliência é a visão da psicanálise sobre o assunto.
É fundamental, um pré-requisito necessário que o docente tenha essa estrutura psicológica muito bem estabelecida, “forte”, resiliente, um professor que se frustra com qualquer coisa que um aluno falar, que pensa que todos estão contra ele, que a turma não gosta dele e de suas aulas, que os alunos não querem nada com nada e nunca vão fazer um bom trabalho, que não vale a pena elaborar uma boa aula, que é perda de tempo, que ninguém vai prestar atenção, que qualquer coisa que acontece em sala de aula o docente “trava” e não sabe o que fazer, que não consegue superar certas situações, esse perfil de pessoa não serve para ser docente.
Um docente “de verdade”, que tem o perfil de docente é aquele que acredita nas pessoas, em seus alunos, acredita que a educação pode mudar as pessoas e o país, recebe as críticas como algo bom e que pode agregar melhorias em suas aulas, é aquele que percebe o clima da turma naquele dia e adapta sua aula para melhor se adequar aquela situação, que percebe que a estratégia não foi boa, não fica se culpando, se lamentando, pensa em algo diferente e altera a estratégia de aula antes da aula “desandar”, por conhecer o perfil dos alunos sabe o que cada um mais ou menos sabe e que assunto os alunos se interessam, contextualizando os assuntos da aula conforme a realidade e perfil dos alunos, claro que existem vários problemas na educação brasileira, muitos alunos realmente não vão para a aula para aprender, muitos alunos vão para a aula cansados, com várias defasagens de conteúdo, muitas vezes existe o problema de violência, tráfico de drogas, não têm alguns recursos disponíveis, as condições de trabalho pode talvez não ser a ideal, mas são coisas que o professor tem que superar, toda profissão tem seus desafios a serem superados, o docente tem que tentar fazer o melhor trabalho possível, afinal de contas tem professores que conseguem fazer trabalhos de destaque nacional, mundial em condições de trabalho muito adversas, enfim, ter resiliência é algo fundamental, já é um grande passo para conseguir ter sucesso profissional como docente.
A resiliência geralmente trás consigo algumas outras qualidades que também são fundamentais para um bom docente, a autoconfiança é uma das qualidades essenciais, se o professor não confia em si próprio como vai dar aula, como é que vai ter sucesso profissional, se nem ele confia em si próprio, persistência, se algo não dá certo, tenta de outra forma, uma hora as coisas se ajeitam, outra característica importante do bom docente é ter criatividade, se algo está dando errado, inventa outras formas de trabalhar o mesmo conteúdo, tenta fazer com que o aluno participe mais das aulas, bom humor é outra característica fundamental, um professor de bom humor deixa a aula mais alegre, divertida, deixa a aula em um clima legal, que facilita o aprendizado, liderança, um bom docente tem que saber a hora de chamar a atenção, de brincar, tem que conseguir gerenciar bem o tempo, logicamente tem que ter a capacidade de produzir conhecimento, afinal de contas o papel do professor é transmitir o seu conhecimento, tem que ter um bom relacionamento interpessoal, um bom docente tem que gostar de lidar com pessoas e conseguir se relacionar com pessoas com os mais diversos perfis, além de ser uma pessoa que tenha a capacidade de sonhar, que acredite nas pessoas, na educação, em um país melhor, mais justo.
Concordo com essa visão psicanalista da resiliência, pois, uma pessoa que não é resiliente, talvez seja realmente muito difícil se tornar resiliente ao longo da vida, mas uma pessoa que possui uma estrutura psicológica boa, que é uma pessoa resiliente, tudo é mais fácil, porque ela sofre menos as adversidades, pois, está mais preocupada em resolver, superar os desafios do que ficar se preocupando, sofrendo com algo que deu errado, e ser resiliente é uma qualidade essencial para o sucesso de um docente.
A segunda visão, aquela que fala que o meio, o ambiente influi se uma pessoa vai ser resiliente ou não a uma determinada situação e que mesmo a pessoa mais resiliente possível, pode sucumbir se ficar por muito tempo em uma situação extrema, concordo com essa teoria que é a visão comportamentalista sobre resiliência, o ambiente pode tornar uma pessoa mais ou menos resiliente, assim como, o docente pode conseguir superar situações adversas e sair fortalecido, o meio também pode influenciar e fazer com que a pessoa sinta dificuldades de sair de determinadas situações, assim como, a estrutura psicológica, a resiliência do professor e o meio pode influenciar na resiliência dos alunos, afinal de contas, em uma sala de aula estão presentes vários perfis de alunos, várias estruturas psicológicas diferentes, ao trocar experiências, conhecimentos com as outras pessoas poderá tanto tornar os próprios alunos mais ou talvez menos resilientes, um dos desafios do docente é transformar o ambiente, caso não seja o ideal, para o melhor ambiente possível para que o meio auxilie, facilite a aprendizagem.
Para concluir, ser resiliente é algo fundamental para ter uma carreira de sucesso como docente, o docente tem que ter a capacidade de superar as adversidades, os desafios diários da profissão, concordo com a visão psicanalítica da resiliência onde o docente tem que ter em sua estrutura psicológica essa resiliência, deve possuir uma estrutura “forte”, resistente, onde a resiliência depende de sua estrutura interna, se a pessoa não possuir em seu interior essa estrutura resiliente, fica difícil adquirir essa resiliência no meio, no ambiente, assim como, muitas pessoas não são resilientes e talvez nunca cheguem a ser por problemas exatamente na estrutura psicológica que é problemática, também concordo com a visão comportamentalista que diz que o ambiente pode auxiliar a pessoa ser ou não resiliente, uma pessoa possui capacidades limitadas, mesmo a pessoa mais resiliente se estiver sujeito a situações extremas poderá fracassar, em uma sala de aula o docente também pode transformar o meio em um ambiente adequado para o aprendizado e transformar os seus alunos em pessoas mais ou menos resilientes, enfim, em minha opinião, as teorias psicanalítica e comportamentalista não são opostas, apenas tem formas de ver o mundo, as coisas de formas diferentes e são em minha opinião complementares. 

Link Para o Artigo:

https://drive.google.com/file/d/0B1luG3N-Be_vc28xeU9acHRJSG8/view?usp=sharing

Resenha Crítica – As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo


A resenha apresentada a seguir aborda um capítulo do livro Alienígenas na Sala de Aula – Uma introdução aos estudos culturais em educação (Petrópolis, Editora Vozes, 3ª edição, 2001), o capítulo que a resenha aborda é o sete, As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo, escrito por Jurjo Torres Santomé.
O capítulo, de forma geral, fala sobre algumas culturas que são negadas e silenciadas no currículo, por exemplo, a cultura cigana, as culturas infantis e juvenis, as culturas das etnias minoritárias ou sem poder, entre outras culturas, onde o currículo quase não aborda nada sobre o assunto ou se aborda, aborda geralmente somente sobre um determinado ponto de vista, apresentando muitas vezes fatos históricos como algo heróico por um lado, porém, se esquecendo de demonstrar o outro lado, o que algumas etnias sofreram, por exemplo, neste mesmo fato histórico, enfim, um capítulo que faz as pessoas refletirem sobre alguns problemas que a educação brasileira possui.
Segundo o autor, muitas propostas de escolarização mantém ainda uma forte estrutura fordista, pois seu modo de funcionamento se assemelha ao da cadeia de montagem de uma grande fábrica. Desse modo, os alunos se posicionam em sua carteira e passam diante deles diferentes matérias e professores a um determinado ritmo. A única coisa que os estudantes buscam neste modelo de educação é atingir uma determinada nota ou conceito, pouco importando o sentido, a utilidade e o domínio real do que devem aprender. Concordo plenamente com o autor, de fato, o modelo atual de educação brasileira, no geral, é muito parecido com a estrutura fordista, os professores dão seu conteúdo, terminam a aula, vem outro professor e faz a mesma coisa, porém, muitas vezes os conteúdos são descontextualizados e que não fazem sentido nenhum para o aluno, para ele o que importa é o resultado, a nota ou conceito e não o conteúdo em si.
A ação educativa pretende além de desenvolver capacidades para a tomada de decisões, reconstruir de forma reflexiva e crítica a realidade. Com certeza, essa deve ser uma das metas da educação, porém, acredito que o modelo de educação utilizado na maioria das instituições de ensino precisa ser repensado para atingir esta meta.
Segundo o autor, o professorado atual é fruto de modelos que exigiam unicamente prestar atenção à formulação de objetivos e metodologias, não precisando se preocupar com a seleção explícita dos conteúdos culturais. Esse fato com certeza é um problema, mas que é preciso que cada vez mais os professores e principalmente a nova geração de professores olhe com outros olhos os conteúdos culturais. Ainda, segundo o autor, em muitas ocasiões os conteúdos são contemplados pelo alunado como fórmulas vazias. Sem dúvida nenhuma isso ocorre, são conteúdos descontextualizados, onde o aluno não consegue compreender aonde pode ser aplicado e não consegue relacionar o conteúdo com outros conteúdos vistos.
O autor fala que as culturas ou vozes dos grupos sociais minoritários e/ou marginalizados que não possuem poder costumam ser silenciadas, às vezes estereotipadas e deformadas. Sem dúvida nenhuma, isso é um fato, dentro da maioria das escolas pouco se fala sobre as culturas populares ou sobre as culturas infantis ou juvenis, por exemplo.
O capítulo também aborda que muitos dos preconceitos e estereótipos negativos sobre comportamento e características de certos povos não são mais que a tradução de atitudes de ataque, negação e silenciamento de seus sinais de identidade. Isso é muito comum no dia-a-dia ver pessoas falando mal de determinada pessoa por pertencer a determinada cultura ou povo, ou seja, generalizando, criando um estereótipo negativo.
Segundo o autor o adultocentrismo de nossa cultura nos leva a uma ignorância realmente grande acerca do mundo infantil e da juventude, geralmente, essa cultura é refletida e criticada apenas no quadro das instituições acadêmicas, por exemplo, muito poucas vezes se oferecem possibilidades de refletir e analisar as razões de cada um dos jogos infantis. Concordo com o autor, vivemos em um mundo que o que importa é o resultado, pouco importando a cultura infantil e da juventude, vista como inferior ou pelo menos como uma cultura não tão importante quanto à cultura adulta, criando na sala de aula uma barreira entre aluno e professor, fazendo com que, aos olhos do aluno, os conteúdos pareçam distantes do seu dia-a-dia.
As crianças e jovens geralmente são vistos como ingênuos, inocentes, desvalidos, sem maiores preocupações, interesses e desejos, os currículos escolares não incluem conteúdos sobre as condições e modos de vida da infância pobre, das crianças do mundo rural e litorâneo, as condições de vida de crianças extremamente pobres do Terceiro Mundo, o conhecimento dessas injustiças é muito importante para gerar a solidariedade capaz de corrigir as desigualdades e injustiças, é muito comum o assassinato de crianças pobres, agressões e torturas físicas e sexuais, os trabalhos desumanos é uma triste realidade. Concordo plenamente com o autor, esses seriam conteúdos fundamentais, até porque estaria abordando assuntos que faz sentido para os jovens, pois se está falando muitas vezes de situações que inclusive alguns alunos podem estar vivendo, aproximando os conteúdos da realidade de vida deles, além do que só se irá combater ou reduzir as injustiças se assuntos como esses fazerem parte do currículo das escolas, para que os jovens tomem consciência dessa realidade, pois como o autor falou, a escola não vem se importando com esses assuntos, fazendo com que o aluno tenha a falsa idéia de que essas injustiças não existem.
Outra questão que o autor fala é sobre o baixo interesse em abordar em aula conteúdos sobre a cultura popular e as formas culturais da infância e da juventude (cinema, rock and roll, rap, quadrinhos, etc.), muitas vezes além de não tratar em aula, busca ocultar, quando não atacar frontalmente. Com certeza é outro problema do modelo de educação atual, se a escola se preocupasse mais com a cultura e interesse dos seus alunos, que tentasse integrar a cultura e interesses dos mesmos no conteúdo das disciplinas, acabaria criando um vínculo entre o aluno e o conteúdo, tornando os conteúdos dentro de um contexto em que o aluno percebe onde os mesmos podem ser aplicados, do contrário, torna a aula descontextualizada e distante da realidade dos alunos.
O autor fala também que o idioma e a norma linguística que a escola exige é a dos grupos sociais dominantes, a literatura daqueles autores e autoras que esses grupos valorizam, assim, para todas as demais matérias, a geografia e a história dos vencedores, etc. Acredito que falta na educação brasileira abordar assuntos que estejam relacionados com a realidade dos alunos, não adianta, por exemplo, em uma aula de literatura abordar apenas sobre autores que os alunos não têm o menor interesse em aprender, é preciso pelo menos ter o bom-senso de falar sobre esses autores, mas também falar ou comparar aos autores que são de interesse da juventude, até mesmo quando abordar sobre esses autores que não são o foco de interesse da juventude, é interessante tentar atrair a atenção desses jovens, tentando aproximar ao máximo o conteúdo aos interesses dos alunos para que esses conteúdos não pareçam distante da realidade dos mesmos e descontextualizado.
Segundo o autor, as instituições acadêmicas consideram arte aquilo que se encontra nos museus, porém, se analisarmos a História da Arte o que agora consideramos um marco artístico em seu momento foi considerado como inferior. Concordo com o autor, o que significa que é bem provável que a cultura popular que hoje não damos a importância devida será no futuro valorizada como algo que marcou esta geração, o que me parece é que muitas vezes nos detemos no passado e não percebemos que fazemos parte da história e que no futuro, as gerações futuras estudarão como era nossa cultura, nossa história, os autores literários, entre outras questões, me parece que às vezes estudamos o passado mas nos esquecemos do presente e de perceber que a gente está construindo a história a cada dia, pois a literatura, a história, a arte, entre outras áreas do saber não acabaram no passado, continuam e continuarão existindo no futuro.
O capítulo fala que é visível a carência de experiências e reflexões sobre uma educação anti-racista, que qualquer comunidade humana trata sempre de salvaguardar sua cultura, pois é dessa maneira que a comunidade assegura sua continuidade e nesse ponto o sistema educacional desempenha um papel importante. Concordo com o autor que o sistema educacional precisa se preocupar mais com a questão do racismo e que é a cultura que faz uma comunidade assegurar sua continuidade, porém, algo que chama a atenção é que ao lermos um livro didático o mesmo geralmente apresenta um único ponto de vista, o lado do “vencedor” e quase não se encontram materiais sobre as etnias minoritárias ou sem poder, dificultando que esses grupos sejam reconhecidos e valorizados por todos, além de não auxiliar para que a história da cultura permaneça viva ao longo dos anos.
Segundo o autor, são numerosas as formas que o racismo aflora no sistema educacional, de forma consciente ou oculta. É possível detectar manifestações de racismo nos livros didáticos especialmente por causa dos silêncios que são produzidos em relação aos direitos e características de comunidades, etnias e povos minoritários e sem poder, por exemplo, as comunidades ciganas, para as etnias sul-americanas e centro-americanas, não existem para os olhos dos leitores desse tipo de materiais curriculares. Outra amostra de racismo dos livros didáticos são as descrições e qualificativos que se nomeiam as invasões coloniais e espoliações de recursos naturais de vários povos do Terceiro Mundo, termos como descobrimento, aventuras humanas, feitos heróicos, desejos de civilizar os seres bárbaros ou primitivos, o que contribui para que os alunos tenham mentalidades etnocêntricas, o que faz com que os leitores acreditem que certos povos realmente eram primitivos, cruéis, estúpidos, pobres, etc. Concordo plenamente com o autor, e na minha opinião é uma das grandes falhas no sistema educacional brasileiro, ter a visão somente de um lado da questão e praticamente não falar sobre a exploração sofrida por certos povos, o sofrimento da escravidão a as brutalidades sofridas, de modo que a história do modo como é contada parece que determinados povos fizeram tudo certo e realmente precisavam fazer o que fizeram, que era a única alternativa que se tinha, e ocultam o máximo a cultura e história dos outros povos, e quando se fala sobre os outros povos geralmente é dito que o povo era bárbaro, primitivo, entre outros estereótipos negativos, ou seja, prepondera determinada visão da realidade e silenciamento de outras realidades e visões da história.
O capítulo fala que outra cultura que sofre com o silenciamento em instituições de ensino são as culturas da terceira idade, o mundo rural e litorâneo, a classe trabalhadora, as pessoas pobres, o Terceiro Mundo, as pessoas com deficiência física e/ou psíquicas, as pessoas lésbicas e homossexuais e o mundo das mulheres, uma educação libertadora exige que se leve a sério os pontos fortes, experiências e valores dos membros dos grupos oprimidos. Concordo com o autor, todas as culturas possuem suas qualidades, seus pontos fortes que precisam ser valorizados e realmente existe um silenciamento de diversas culturas. Segundo Araújo e Camargo (2012), o que temos presenciado ao longo dos anos é uma ausência nos currículos escolares referente à temática homossexual, como se os alunos fossem todos heterossexuais. A escola deveria se apropriar de conceitos fundamentais sobre as questões de igualdade de gênero, respeito às diferenças e combate ao preconceito e à discriminação.
O capítulo aborda que está ocorrendo uma remasculinização da sociedade, por exemplo, o fato do cinema tratar da mulher, com ênfase em valores exclusivamente estéticos e como objeto de desejo sexual comprova esta teoria para o autor. Segundo o mesmo existe nessa linha da remasculinização da sociedade, uma nova mensagem, de que as mulheres não são imprescindíveis nem para cuidar dos filhos e filhas. Neste ponto eu discordo do autor, tudo bem que muitas mulheres não se valorizam, que tem muitos homens machistas e que a sociedade muitas vezes não valoriza de forma igual um homem e uma mulher em questão de remuneração, mas acredito que a mulher está cada vez mais conquistando espaço na sociedade e que é praticamente impossível que venhamos a regredir nesse aspecto.
O autor fala que estudar e compreender os erros históricos é um bom antídoto para impedir que fenômenos de marginalização continuem sendo reproduzidos. Concordo, somente quando a educação se preocupar de verdade com essas questões é que formaram cidadãos conscientes e que lutem na medida de suas forças contra a marginalização de certas culturas e povos, além de incluir de fato esses povos na sociedade em que vivemos. Segundo Araújo, Moreira e Morais, é notório, no Brasil, a supervalorização da cultura européia, e a inferiorização das demais, notadamente, as culturas de origem africanas.
Uma política educacional que queira recuperar essas culturas negadas não pode ficar reduzida a uma série de lições ou unidades didáticas isoladas, nem cair no equívoco de dedicar um dia do ano à luta contra os preconceitos racistas, ou que muitas vezes são contempladas no currículo, mas tendo uma visão distanciada, como algo que não tem a ver conosco. O autor utiliza o termo currículos turísticos para as unidades didáticas isoladas, nas quais, esporadicamente, se pretende estudar a diversidade cultural. Concordo com o autor, para que a luta contra os preconceitos racistas obtenha sucesso é necessário que o tema esteja presente em diversos conteúdos e não de forma isolada, aliás, todo o modelo de educação deveria estar relacionado, interagir, integrar as diversas disciplinas e não como é atualmente, onde cada disciplina vê determinados conteúdos que parece não se relacionarem uns com os outros, o aluno precisa viver os conteúdos vistos em aula, aplicar, perceber onde pode ser aplicado no dia-a-dia, da mesma forma precisa saber como agir para ajudar a combater o racismo e os preconceitos.
Segundo o autor é perceptível que em certas situações é construído a história presente em livros didáticos na medida certa para enquadrar e tornar naturais as situações de opressão. Concordo plenamente com o autor, a história sobre o descobrimento do Brasil é um exemplo disso, onde a história geralmente conta a versão dos portugueses do fato, sem relatar o sofrimento vivido pelos povos indígenas.
O capítulo fala que hoje são numerosas as pessoas que deixaram de acreditar que as instituições de ensino podem ajudar a acabar com a desigualdade e na educação como instrumento de democratização. Concordo com o autor, nos moldes como a educação está atualmente, as instituições não são capazes de ajudar a acabar com a desigualdade das culturas marginalizadas e a educação não é capaz de ser um instrumento para a democratização, quando muito um local para qualificação profissional, porém, assim mesmo apresenta problemas da falta de contextualização da maioria dos conteúdos.
Segundo o autor, as instituições escolares são lugares de luta, e a pedagogia pode e tem que ser uma forma de luta político-cultural, é preciso que o professorado e todos os que estão direta ou indiretamente ligados a educação participem da construção de materiais curriculares capazes de contribuir para um questionamento das injustiças atuais. Concordo plenamente com o autor, se as instituições de ensino não derem a devida importância para o assunto, não conscientizarem seus alunos sobre as injustiças e sobre a importância de se incluir, de tratar de forma igual às outras pessoas, de se estudar e valorizar as outras culturas, se isso não ocorrer dentro das instituições de ensino, fica difícil acreditar que no dia-a-dia, na sociedade isso irá mudar, portanto, é a instituição de ensino que tem que se comprometer com esta questão, pois é ela que possui esse poder de transformação e conscientização da sociedade.
O capítulo fala que os conteúdos anti-racistas, anti-sexistas, antibelicistas, ecológicos, devem estar presentes em todas as disciplinas. Concordo com o autor esses temas precisam estar presentes em todas as disciplinas e não apenas centrado em uma ou em um ou outro conteúdo, quanto mais incluir esses assuntos no conteúdo das mais diversas matérias e de forma contextualizada, de modo que faça o aluno refletir sobre o assunto, acredito que terá mais sucesso, agora se o assunto for abordado em uma única disciplina de forma descontextualizada ou de forma esporádica a conscientização dos alunos não será atingida ou não será atingida de forma satisfatória. Segundo Onofre (2008), uma educação anti-racista prima pelo respeito à diferença, à diversidade, a instituição de ensino requer muito mais do que o simples cumprimento de obrigações curriculares, exige uma postura ética e valorativa diante da cultura dos afro-descendentes, educar, respeitando as diferenças.
O autor fala que a instituição escolar não tem por objetivo apenas reconstruir o conhecimento, mas sim de um lugar que se reflete criticamente acerca das implicações políticas desse conhecimento. Concordo plenamente com o autor, reconstruir o conhecimento é importante para a qualificação profissional e formação do indivíduo, porém, a instituição escolar tem que ter como objetivo algo muito maior do que apenas passar o maior número possível de conteúdos, outro objetivo importantíssimo que a escola precisa ter é com a formação do indivíduo enquanto cidadão, valorização das outras pessoas e culturas e que possua um espírito crítico.
O capítulo aborda que as salas de aula não podem continuar sendo um lugar para a memorização de informações descontextualizadas. Concordo plenamente com o autor, se o assunto não estiver contextualizado, não fizer sentido para o aluno, será um conteúdo que não prenderá o interesse do mesmo e por consequência não terá importância para o aluno, logo será esquecido e nada daquilo que for estudado o aluno levará para a vida.
Acredito que o modelo teórico que mais se assemelha ao modelo de educação brasileira atual e que ficou bem visível pelo conteúdo do capítulo, é a pedagogia tradicional de Herbart, onde a educação está muito centrada na figura do professor, o aluno é passivo e precisa apenas prestar atenção na aula, onde a ênfase é no resultado, em uma nota ou conceito, e não o que o aluno aprendeu de fato e o que o conteúdo aprendido irá agregar para a vida do aluno, onde a aula basicamente tem a mesma estrutura, revisa-se o conteúdo, a partir da revisão inicia um novo conteúdo, mas busca-se resolver problemas tendo como base antigas soluções, ou seja, ainda estamos muito longe de predominar modelos de escolas como a de Dewey propõe, onde o professor é um facilitador, onde os alunos pesquisam e discutem, tiram dúvidas entre si, não havendo aquela centralização da educação na figura do professor, nesse modelo de educação, o aluno participa de projetos, busca possíveis soluções e o conhecimento tem sentido fornecido pelo uso, ou seja, a educação brasileira está muito longe dos novos modelos de educação, baseada nas idéias de Dewey, Piaget e Vigotski.
Para concluir, recomendo a leitura do capítulo a todas as pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a educação, seja no ensino fundamental, médio, cursos profissionalizantes, técnicos, superior ou no nível que for, ou para pessoas que se preocupam com as questões ligadas a educação, lendo este capítulo consegui perceber falhas na minha educação no ensino fundamental e médio e falhas na educação atual que nunca tinha parado para pensar sobre o assunto e de fato, existem muitas culturas negadas e silenciadas no currículo, existem culturas que quase não se encontra material sobre o assunto, por exemplo, a cultura cigana, assim como, na própria história brasileira, por exemplo, termos como descobrimento do Brasil pelos portugueses, idéia de que os portugueses tentaram civilizar os índios, situações como estas são vistos com freqüência nos livros didáticos, na grande maioria das vezes sem falar e detalhar o que o povo indígena e outros povos sofreram, ou seja, só demonstrando um lado, uma visão da história.

Referências Bibliográficas

SANTOMÉ, Jurjo Torres. As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Alienígenas na Sala de Aula: Uma introdução aos estudos culturais em educação. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2001. p.159-177.
ARAÚJO, Rubenilson Pereira de. CAMARGO, Flávio Pereira. Gênero e Diversidade Sexual no Currículo Escolar: Uma Abordagem Inter e Transdisciplinar no Ensino e na Formação de Professores. 2012. Disponível em: <http://www.uft.edu.br/pgletras/revista/capitulos/(08_g%C3%AAnero_e_diversidade_sexual_no_curr%C3%ADculo_escolar...).pdf>. Acesso em: 22.mai.2013.
ARAÚJO, Jurandir de Almeida. MOREIRA, Josinélia dos Santos. MORAIS, Rossival Sampaio. As Culturas Silenciadas e Marginalizadas na Escola. Disponível em: <http://www.ufrb.edu.br/ebecult/wp-content/uploads/2012/04/As-culturas-silenciadas-e-marginalizadas-na-escola.pdf>. Acesso em: 22.mai.2013.

ONOFRE, Joelson Alves. Repensando a Questão Curricular: Caminho Para uma Educação Anti-Racista. 2008. Disponível em: <http://periodicos.uesb.br/index.php/praxis/article/viewFile/329/362>. Acesso em: 22.mai.2013.

Vida de Professor


Professor é a melhor profissão do mundo, porque é a única ou uma das únicas que em pouco tempo será lembrado, reconhecido e conseguirá a amizade de muitas pessoas, de muitos alunos, e sempre será lembrado como professor, mesmo depois de muito tempo ao encontrar algum ex-aluno ele sempre irá chamá-lo de professor e sempre conversará com você com carinho, lembrando os bons tempos vividos durante o curso, todo professor no fundo tem o ideal de mudar o mundo, mudar o mundo todo é impossível, mas professor é a melhor profissão para atingir este ideal, pois se não é possível mudar o mundo inteiro é possível mudar a vida dos nossos alunos. Incentivo em minhas aulas o clima de união, de grupo, de família, tem turmas que essa ideia de família, de união dá mais certo, muito certo, outras nem tanto, mas aos poucos em maior ou menor grau eles vão se unindo e internalizando esses conceitos, esse clima de família favorece o ensino, além de favorecer a conversa franca, um clima onde o aluno se sente seguro para dar sugestões, reclamações, ideias, assim como para o professor elogiar, chamar a atenção ou conversar com o aluno. 
O professor precisa não apenas passar conteúdos, mas precisa marcar a vida do aluno, conteúdos são esquecidos ao longo do tempo se aquilo que foi passado não for internalizado pelo aluno, só vai passar a fazer parte da vida do aluno os conteúdos que fizerem sentido para ele, que ele consiga aplicar, entender onde pode ser utilizado, conteúdos teóricos que o aluno não entende onde aplicar é esquecido por ele em algumas horas ou dias.
Quando falo em marcar a vida do aluno, não falo apenas em conteúdos e tentar lecionar a melhor aula possível, também falo em criar vínculos, entender a realidade do aluno, entender suas dificuldades, ouvi-lo, entendê-lo, chamar a atenção do aluno na hora certa, o professor precisa ser um pouco psicólogo, um pouco pedagogo, o mediador dos debates, precisa valorizar o tempo que está em sala de aula e os alunos precisam sentir que o professor está feliz de estar com a turma, precisa estar aberto a críticas, sugestões, o professor precisa ser humilde, não é mais o dono do conhecimento há muito tempo e não sabe tudo, está longe disso, se o professor marcar a vida do aluno, os alunos também irão marcar a vida do professor, pois é algo recíproco, e tornará aquele momento vivido em sala de aula como único, inesquecível, e com certeza os alunos e o professor vão lembrar com carinho esses momentos, sentirão que valeu a pena ter vivido e ter feito parte daquela turma.
A cada turma que se inicia é uma nova história que começa a ser escrita, que poderá ter sucesso ou não, porém, sempre que o aluno inicia um curso ou uma disciplina gera uma expectativa nele, ele fica ansioso esperando ver o que ele aprenderá, como vai ser aquele curso ou disciplina e consciente ou não, o aluno sempre avalia o que ele poderá esperar daquele professor, geralmente um professor ganha a turma, perde ou torna-se um professor comum, como qualquer outro nas primeiras duas, três aulas, principalmente na primeira aula, provavelmente, a imagem que ficar do professor nas primeiras aulas é a imagem que eles formarão daquele professor, portanto, eis a importância de tentar arrasar, dar um show nas primeiras aulas, não que as demais aulas não sejam importantes, mas as primeiras são fundamentais para ganhar a turma e facilitar o trabalho dali para frente, uma turma que gosta do professor, torna as aulas um clima favorável ao ensino.