Resenha: “Em busca da sintonia perfeita”
A resenha a seguir trata sobre uma reportagem
de Vivian Gamba de título “Em busca da sintonia perfeita”, publicado na revista
Educação em Revista de junho/julho de 2013 nas páginas 22 até 26.
A reportagem de forma geral, fala sobre o
perfil dos jovens de hoje, jovens imediatistas e o que as universidades, os
professores precisam fazer para envolver esse novo perfil de estudante, o que é
preciso fazer para motivá-los.
A reportagem fala que o mercado de trabalho
está muito mais diversificado e competitivo e que no tempo de nossos avôs e
bisavôs não existiam muitas opções, geralmente, o filho seguia a profissão do
pai. Concordo, existem várias profissões que até pouco tempo atrás não
existiam, e a tendência é que novas profissões acabem surgindo, com cada vez
mais opções e as pessoas cada vez mais qualificadas, é normal que o mercado se
torne mais competitivo e o consumidor também fique mais exigente, também é
comum diante de tantas opções a dúvida das pessoas sobre qual profissão seguir.
A reportagem também fala que as mudanças no
mercado de trabalho se caracterizam principalmente pela inserção cada vez maior
de ciência e tecnologia nos processos produtivos, além do enxugamento da força
de trabalho, novas formas de organização da produção capazes de otimizar o uso
do tempo e diversificar o campo de atuação do operário. Concordo com a autora,
com a inserção principalmente de tecnologia nos processos produtivos e o
enxugamento da força de trabalho, os profissionais precisam cada vez mais estar
preparados, é preciso ter um excelente conhecimento técnico, é preciso estar
aberto a mudanças, conseguir se readaptar rapidamente as novas formas de
produção e processos, é preciso que o trabalhador seja empreendedor, pense
novas formas de se fazer a mesma coisa, além do relacionamento interpessoal,
saber trabalhar em equipe é algo muito valorizado no mercado de trabalho.
A reportagem fala que a geração que está
saindo da universidade é formada por jovens ousados, porém, inquietos,
imediatistas, com dificuldades de relacionamento com as figuras de poder, além
de possuírem maior conhecimento em tecnologia. Concordo com a autora, é visível
para quem possui contato com os adolescentes e jovens recém formados ou que
estão cursando o ensino superior que a grande maioria não pensam a longo prazo,
não planejam o futuro, pensam a pequeno e médio prazo, não gostam de coisas
muito “enroladas”, que demore muito, são bastante inquietos e imediatistas,
porém, por estarem sempre cercado com tecnologia, possuem um maior conhecimento
e facilidade em se adaptar as novas tecnologias.
O texto também fala que os produtos mudam
muito rapidamente, o que faz com que o profissional precise sempre aprender e
reaprender, fatores como autoconhecimento, habilidade de convivência e atitude
empreendedora, são muito importantes hoje em dia. Concordo, como a tecnologia
está sempre mudando, aquilo que é aprendido hoje, daqui alguns poucos anos
talvez já não seja mais válido, por isso é preciso estar sempre se atualizando,
senão, em pouco tempo, o profissional estará totalmente desatualizado, aquela
idéia de que o profissional ao se formar estará preparado para atuar na área o
resto da vida não é mais verdade, portanto, mudanças sempre irão ocorrer,
sempre o profissional precisará se atualizar, reaprender, atitude empreendedora
e saber trabalhar em equipe é algo fundamental.
O texto também fala que às novas gerações de
jovens que entram no mercado, apesar de possuírem a fama de preguiçosos,
descompromissados, fúteis, são pessoas com extremo potencial, só precisam ser
lapidados e acreditados. Concordo, quando os adolescentes, jovens, entendem a
importância de algo e gostam, eles se dedicam e fazem um bom trabalho, porém,
se não compreendem a importância do que estão fazendo ou não gostam, nessas
situações muitas vezes é possível perceber a preguiça, a falta de vontade, mas
se o adolescente entender a importância, gostar da idéia ele se torna dedicado,
responsável.
A reportagem também fala que existem jovens
hoje muito qualificados, que amam se aprimorar, que falam duas, três línguas,
educados e que possuem um alto potencial. Concordo com a autora, essa é uma das
grandes vantagens desse mundo globalizado, a facilidade de acesso a educação, e
a informação, se o adolescente realmente quer e se dedicar é possível aprender
duas, três línguas, se tornar muito qualificado na profissão escolhida.
Outra questão que a reportagem aborda é que os
jovens não têm medo de buscar novos caminhos e não pensam duas vezes para mudar
de emprego. Concordo, grande maioria dos jovens acaba tendo vários empregos em
questão de poucos anos, muitas vezes por qualquer frustração no emprego já
acabam saindo da empresa, se por um lado ganham experiência em várias empresas,
por outro, muitas vezes deixam de crescer em uma empresa pelo pouco tempo que
acabam ficando.
A reportagem também aborda que os jovens
quando trabalham com prazer, trabalham muito bem e têm a capacidade de
revolucionar o que fazem, impressionando a todos. Concordo com a autora, quando
os jovens gostam do que fazem, eles realmente se esforçam, se divertem
trabalhando e surpreendem os demais.
Outro assunto abordado na reportagem e na
minha opinião o assunto principal da reportagem, é que os professores e
orientadores precisam sempre se atualizar, precisam saber relacionar os
conteúdos com temas atuais, dar uma aula interativa e dinâmica e estimular as
crianças, adolescentes e jovens são atitudes fundamentais do educador. Concordo
plenamente, hoje o professor precisa estar sempre atualizado e buscando se
atualizar, ver quais são as tendências futuras, saber contextualizar,
explicando a importância daquele conteúdo que está sendo estudado, onde o
conteúdo está presente no dia-a-dia do aluno, onde o conteúdo pode ser aplicado
na vida profissional do mesmo, aulas dinâmicas, interativas, uma aula que dê o
embasamento teórico necessário, mas ao mesmo tempo seja uma aula prática, que o
aluno saia da aula e consiga aplicar no seu ambiente de trabalho, ao momento
que os jovens entenderem a importância do assunto e gostarem, os alunos vão
estudar, vão se esforçar e vão ser bons alunos.
Outro assunto abordado na reportagem é que os
maiores desafios das universidades são criar uma plataforma de aprendizado
coletivo onde ninguém pode se dar o privilégio do saber, nem mesmo o professor.
Concordo, hoje muitos alunos possuem muitas experiências que podem contribuir
para a turma toda, uma plataforma que contribua para essa troca de experiência
é algo bem importante, cada vez mais o professor se torna uma pessoa que irá
direcionar os debates, irá dar o “norte” para as trocas de experiências e não
mais como o “dono”, detentor do conhecimento.
Outro assunto abordado é que as instituições
de ensino superior precisam estar próximas desse novo mundo do trabalho, mais
enxuto, flexível e com centenas de opções profissionais. Concordo, as
instituições de ensino precisam estar próximas das empresas, precisam
relacionar os seus conteúdos a prática profissional no dia-a-dia.
Eu indico esta reportagem a todos os
professores, coordenadores de curso, pessoas que gostem de ler sobre o perfil
da juventude atual ou que gostem de uma boa leitura.
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