sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Resenha Crítica – As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo


A resenha apresentada a seguir aborda um capítulo do livro Alienígenas na Sala de Aula – Uma introdução aos estudos culturais em educação (Petrópolis, Editora Vozes, 3ª edição, 2001), o capítulo que a resenha aborda é o sete, As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo, escrito por Jurjo Torres Santomé.
O capítulo, de forma geral, fala sobre algumas culturas que são negadas e silenciadas no currículo, por exemplo, a cultura cigana, as culturas infantis e juvenis, as culturas das etnias minoritárias ou sem poder, entre outras culturas, onde o currículo quase não aborda nada sobre o assunto ou se aborda, aborda geralmente somente sobre um determinado ponto de vista, apresentando muitas vezes fatos históricos como algo heróico por um lado, porém, se esquecendo de demonstrar o outro lado, o que algumas etnias sofreram, por exemplo, neste mesmo fato histórico, enfim, um capítulo que faz as pessoas refletirem sobre alguns problemas que a educação brasileira possui.
Segundo o autor, muitas propostas de escolarização mantém ainda uma forte estrutura fordista, pois seu modo de funcionamento se assemelha ao da cadeia de montagem de uma grande fábrica. Desse modo, os alunos se posicionam em sua carteira e passam diante deles diferentes matérias e professores a um determinado ritmo. A única coisa que os estudantes buscam neste modelo de educação é atingir uma determinada nota ou conceito, pouco importando o sentido, a utilidade e o domínio real do que devem aprender. Concordo plenamente com o autor, de fato, o modelo atual de educação brasileira, no geral, é muito parecido com a estrutura fordista, os professores dão seu conteúdo, terminam a aula, vem outro professor e faz a mesma coisa, porém, muitas vezes os conteúdos são descontextualizados e que não fazem sentido nenhum para o aluno, para ele o que importa é o resultado, a nota ou conceito e não o conteúdo em si.
A ação educativa pretende além de desenvolver capacidades para a tomada de decisões, reconstruir de forma reflexiva e crítica a realidade. Com certeza, essa deve ser uma das metas da educação, porém, acredito que o modelo de educação utilizado na maioria das instituições de ensino precisa ser repensado para atingir esta meta.
Segundo o autor, o professorado atual é fruto de modelos que exigiam unicamente prestar atenção à formulação de objetivos e metodologias, não precisando se preocupar com a seleção explícita dos conteúdos culturais. Esse fato com certeza é um problema, mas que é preciso que cada vez mais os professores e principalmente a nova geração de professores olhe com outros olhos os conteúdos culturais. Ainda, segundo o autor, em muitas ocasiões os conteúdos são contemplados pelo alunado como fórmulas vazias. Sem dúvida nenhuma isso ocorre, são conteúdos descontextualizados, onde o aluno não consegue compreender aonde pode ser aplicado e não consegue relacionar o conteúdo com outros conteúdos vistos.
O autor fala que as culturas ou vozes dos grupos sociais minoritários e/ou marginalizados que não possuem poder costumam ser silenciadas, às vezes estereotipadas e deformadas. Sem dúvida nenhuma, isso é um fato, dentro da maioria das escolas pouco se fala sobre as culturas populares ou sobre as culturas infantis ou juvenis, por exemplo.
O capítulo também aborda que muitos dos preconceitos e estereótipos negativos sobre comportamento e características de certos povos não são mais que a tradução de atitudes de ataque, negação e silenciamento de seus sinais de identidade. Isso é muito comum no dia-a-dia ver pessoas falando mal de determinada pessoa por pertencer a determinada cultura ou povo, ou seja, generalizando, criando um estereótipo negativo.
Segundo o autor o adultocentrismo de nossa cultura nos leva a uma ignorância realmente grande acerca do mundo infantil e da juventude, geralmente, essa cultura é refletida e criticada apenas no quadro das instituições acadêmicas, por exemplo, muito poucas vezes se oferecem possibilidades de refletir e analisar as razões de cada um dos jogos infantis. Concordo com o autor, vivemos em um mundo que o que importa é o resultado, pouco importando a cultura infantil e da juventude, vista como inferior ou pelo menos como uma cultura não tão importante quanto à cultura adulta, criando na sala de aula uma barreira entre aluno e professor, fazendo com que, aos olhos do aluno, os conteúdos pareçam distantes do seu dia-a-dia.
As crianças e jovens geralmente são vistos como ingênuos, inocentes, desvalidos, sem maiores preocupações, interesses e desejos, os currículos escolares não incluem conteúdos sobre as condições e modos de vida da infância pobre, das crianças do mundo rural e litorâneo, as condições de vida de crianças extremamente pobres do Terceiro Mundo, o conhecimento dessas injustiças é muito importante para gerar a solidariedade capaz de corrigir as desigualdades e injustiças, é muito comum o assassinato de crianças pobres, agressões e torturas físicas e sexuais, os trabalhos desumanos é uma triste realidade. Concordo plenamente com o autor, esses seriam conteúdos fundamentais, até porque estaria abordando assuntos que faz sentido para os jovens, pois se está falando muitas vezes de situações que inclusive alguns alunos podem estar vivendo, aproximando os conteúdos da realidade de vida deles, além do que só se irá combater ou reduzir as injustiças se assuntos como esses fazerem parte do currículo das escolas, para que os jovens tomem consciência dessa realidade, pois como o autor falou, a escola não vem se importando com esses assuntos, fazendo com que o aluno tenha a falsa idéia de que essas injustiças não existem.
Outra questão que o autor fala é sobre o baixo interesse em abordar em aula conteúdos sobre a cultura popular e as formas culturais da infância e da juventude (cinema, rock and roll, rap, quadrinhos, etc.), muitas vezes além de não tratar em aula, busca ocultar, quando não atacar frontalmente. Com certeza é outro problema do modelo de educação atual, se a escola se preocupasse mais com a cultura e interesse dos seus alunos, que tentasse integrar a cultura e interesses dos mesmos no conteúdo das disciplinas, acabaria criando um vínculo entre o aluno e o conteúdo, tornando os conteúdos dentro de um contexto em que o aluno percebe onde os mesmos podem ser aplicados, do contrário, torna a aula descontextualizada e distante da realidade dos alunos.
O autor fala também que o idioma e a norma linguística que a escola exige é a dos grupos sociais dominantes, a literatura daqueles autores e autoras que esses grupos valorizam, assim, para todas as demais matérias, a geografia e a história dos vencedores, etc. Acredito que falta na educação brasileira abordar assuntos que estejam relacionados com a realidade dos alunos, não adianta, por exemplo, em uma aula de literatura abordar apenas sobre autores que os alunos não têm o menor interesse em aprender, é preciso pelo menos ter o bom-senso de falar sobre esses autores, mas também falar ou comparar aos autores que são de interesse da juventude, até mesmo quando abordar sobre esses autores que não são o foco de interesse da juventude, é interessante tentar atrair a atenção desses jovens, tentando aproximar ao máximo o conteúdo aos interesses dos alunos para que esses conteúdos não pareçam distante da realidade dos mesmos e descontextualizado.
Segundo o autor, as instituições acadêmicas consideram arte aquilo que se encontra nos museus, porém, se analisarmos a História da Arte o que agora consideramos um marco artístico em seu momento foi considerado como inferior. Concordo com o autor, o que significa que é bem provável que a cultura popular que hoje não damos a importância devida será no futuro valorizada como algo que marcou esta geração, o que me parece é que muitas vezes nos detemos no passado e não percebemos que fazemos parte da história e que no futuro, as gerações futuras estudarão como era nossa cultura, nossa história, os autores literários, entre outras questões, me parece que às vezes estudamos o passado mas nos esquecemos do presente e de perceber que a gente está construindo a história a cada dia, pois a literatura, a história, a arte, entre outras áreas do saber não acabaram no passado, continuam e continuarão existindo no futuro.
O capítulo fala que é visível a carência de experiências e reflexões sobre uma educação anti-racista, que qualquer comunidade humana trata sempre de salvaguardar sua cultura, pois é dessa maneira que a comunidade assegura sua continuidade e nesse ponto o sistema educacional desempenha um papel importante. Concordo com o autor que o sistema educacional precisa se preocupar mais com a questão do racismo e que é a cultura que faz uma comunidade assegurar sua continuidade, porém, algo que chama a atenção é que ao lermos um livro didático o mesmo geralmente apresenta um único ponto de vista, o lado do “vencedor” e quase não se encontram materiais sobre as etnias minoritárias ou sem poder, dificultando que esses grupos sejam reconhecidos e valorizados por todos, além de não auxiliar para que a história da cultura permaneça viva ao longo dos anos.
Segundo o autor, são numerosas as formas que o racismo aflora no sistema educacional, de forma consciente ou oculta. É possível detectar manifestações de racismo nos livros didáticos especialmente por causa dos silêncios que são produzidos em relação aos direitos e características de comunidades, etnias e povos minoritários e sem poder, por exemplo, as comunidades ciganas, para as etnias sul-americanas e centro-americanas, não existem para os olhos dos leitores desse tipo de materiais curriculares. Outra amostra de racismo dos livros didáticos são as descrições e qualificativos que se nomeiam as invasões coloniais e espoliações de recursos naturais de vários povos do Terceiro Mundo, termos como descobrimento, aventuras humanas, feitos heróicos, desejos de civilizar os seres bárbaros ou primitivos, o que contribui para que os alunos tenham mentalidades etnocêntricas, o que faz com que os leitores acreditem que certos povos realmente eram primitivos, cruéis, estúpidos, pobres, etc. Concordo plenamente com o autor, e na minha opinião é uma das grandes falhas no sistema educacional brasileiro, ter a visão somente de um lado da questão e praticamente não falar sobre a exploração sofrida por certos povos, o sofrimento da escravidão a as brutalidades sofridas, de modo que a história do modo como é contada parece que determinados povos fizeram tudo certo e realmente precisavam fazer o que fizeram, que era a única alternativa que se tinha, e ocultam o máximo a cultura e história dos outros povos, e quando se fala sobre os outros povos geralmente é dito que o povo era bárbaro, primitivo, entre outros estereótipos negativos, ou seja, prepondera determinada visão da realidade e silenciamento de outras realidades e visões da história.
O capítulo fala que outra cultura que sofre com o silenciamento em instituições de ensino são as culturas da terceira idade, o mundo rural e litorâneo, a classe trabalhadora, as pessoas pobres, o Terceiro Mundo, as pessoas com deficiência física e/ou psíquicas, as pessoas lésbicas e homossexuais e o mundo das mulheres, uma educação libertadora exige que se leve a sério os pontos fortes, experiências e valores dos membros dos grupos oprimidos. Concordo com o autor, todas as culturas possuem suas qualidades, seus pontos fortes que precisam ser valorizados e realmente existe um silenciamento de diversas culturas. Segundo Araújo e Camargo (2012), o que temos presenciado ao longo dos anos é uma ausência nos currículos escolares referente à temática homossexual, como se os alunos fossem todos heterossexuais. A escola deveria se apropriar de conceitos fundamentais sobre as questões de igualdade de gênero, respeito às diferenças e combate ao preconceito e à discriminação.
O capítulo aborda que está ocorrendo uma remasculinização da sociedade, por exemplo, o fato do cinema tratar da mulher, com ênfase em valores exclusivamente estéticos e como objeto de desejo sexual comprova esta teoria para o autor. Segundo o mesmo existe nessa linha da remasculinização da sociedade, uma nova mensagem, de que as mulheres não são imprescindíveis nem para cuidar dos filhos e filhas. Neste ponto eu discordo do autor, tudo bem que muitas mulheres não se valorizam, que tem muitos homens machistas e que a sociedade muitas vezes não valoriza de forma igual um homem e uma mulher em questão de remuneração, mas acredito que a mulher está cada vez mais conquistando espaço na sociedade e que é praticamente impossível que venhamos a regredir nesse aspecto.
O autor fala que estudar e compreender os erros históricos é um bom antídoto para impedir que fenômenos de marginalização continuem sendo reproduzidos. Concordo, somente quando a educação se preocupar de verdade com essas questões é que formaram cidadãos conscientes e que lutem na medida de suas forças contra a marginalização de certas culturas e povos, além de incluir de fato esses povos na sociedade em que vivemos. Segundo Araújo, Moreira e Morais, é notório, no Brasil, a supervalorização da cultura européia, e a inferiorização das demais, notadamente, as culturas de origem africanas.
Uma política educacional que queira recuperar essas culturas negadas não pode ficar reduzida a uma série de lições ou unidades didáticas isoladas, nem cair no equívoco de dedicar um dia do ano à luta contra os preconceitos racistas, ou que muitas vezes são contempladas no currículo, mas tendo uma visão distanciada, como algo que não tem a ver conosco. O autor utiliza o termo currículos turísticos para as unidades didáticas isoladas, nas quais, esporadicamente, se pretende estudar a diversidade cultural. Concordo com o autor, para que a luta contra os preconceitos racistas obtenha sucesso é necessário que o tema esteja presente em diversos conteúdos e não de forma isolada, aliás, todo o modelo de educação deveria estar relacionado, interagir, integrar as diversas disciplinas e não como é atualmente, onde cada disciplina vê determinados conteúdos que parece não se relacionarem uns com os outros, o aluno precisa viver os conteúdos vistos em aula, aplicar, perceber onde pode ser aplicado no dia-a-dia, da mesma forma precisa saber como agir para ajudar a combater o racismo e os preconceitos.
Segundo o autor é perceptível que em certas situações é construído a história presente em livros didáticos na medida certa para enquadrar e tornar naturais as situações de opressão. Concordo plenamente com o autor, a história sobre o descobrimento do Brasil é um exemplo disso, onde a história geralmente conta a versão dos portugueses do fato, sem relatar o sofrimento vivido pelos povos indígenas.
O capítulo fala que hoje são numerosas as pessoas que deixaram de acreditar que as instituições de ensino podem ajudar a acabar com a desigualdade e na educação como instrumento de democratização. Concordo com o autor, nos moldes como a educação está atualmente, as instituições não são capazes de ajudar a acabar com a desigualdade das culturas marginalizadas e a educação não é capaz de ser um instrumento para a democratização, quando muito um local para qualificação profissional, porém, assim mesmo apresenta problemas da falta de contextualização da maioria dos conteúdos.
Segundo o autor, as instituições escolares são lugares de luta, e a pedagogia pode e tem que ser uma forma de luta político-cultural, é preciso que o professorado e todos os que estão direta ou indiretamente ligados a educação participem da construção de materiais curriculares capazes de contribuir para um questionamento das injustiças atuais. Concordo plenamente com o autor, se as instituições de ensino não derem a devida importância para o assunto, não conscientizarem seus alunos sobre as injustiças e sobre a importância de se incluir, de tratar de forma igual às outras pessoas, de se estudar e valorizar as outras culturas, se isso não ocorrer dentro das instituições de ensino, fica difícil acreditar que no dia-a-dia, na sociedade isso irá mudar, portanto, é a instituição de ensino que tem que se comprometer com esta questão, pois é ela que possui esse poder de transformação e conscientização da sociedade.
O capítulo fala que os conteúdos anti-racistas, anti-sexistas, antibelicistas, ecológicos, devem estar presentes em todas as disciplinas. Concordo com o autor esses temas precisam estar presentes em todas as disciplinas e não apenas centrado em uma ou em um ou outro conteúdo, quanto mais incluir esses assuntos no conteúdo das mais diversas matérias e de forma contextualizada, de modo que faça o aluno refletir sobre o assunto, acredito que terá mais sucesso, agora se o assunto for abordado em uma única disciplina de forma descontextualizada ou de forma esporádica a conscientização dos alunos não será atingida ou não será atingida de forma satisfatória. Segundo Onofre (2008), uma educação anti-racista prima pelo respeito à diferença, à diversidade, a instituição de ensino requer muito mais do que o simples cumprimento de obrigações curriculares, exige uma postura ética e valorativa diante da cultura dos afro-descendentes, educar, respeitando as diferenças.
O autor fala que a instituição escolar não tem por objetivo apenas reconstruir o conhecimento, mas sim de um lugar que se reflete criticamente acerca das implicações políticas desse conhecimento. Concordo plenamente com o autor, reconstruir o conhecimento é importante para a qualificação profissional e formação do indivíduo, porém, a instituição escolar tem que ter como objetivo algo muito maior do que apenas passar o maior número possível de conteúdos, outro objetivo importantíssimo que a escola precisa ter é com a formação do indivíduo enquanto cidadão, valorização das outras pessoas e culturas e que possua um espírito crítico.
O capítulo aborda que as salas de aula não podem continuar sendo um lugar para a memorização de informações descontextualizadas. Concordo plenamente com o autor, se o assunto não estiver contextualizado, não fizer sentido para o aluno, será um conteúdo que não prenderá o interesse do mesmo e por consequência não terá importância para o aluno, logo será esquecido e nada daquilo que for estudado o aluno levará para a vida.
Acredito que o modelo teórico que mais se assemelha ao modelo de educação brasileira atual e que ficou bem visível pelo conteúdo do capítulo, é a pedagogia tradicional de Herbart, onde a educação está muito centrada na figura do professor, o aluno é passivo e precisa apenas prestar atenção na aula, onde a ênfase é no resultado, em uma nota ou conceito, e não o que o aluno aprendeu de fato e o que o conteúdo aprendido irá agregar para a vida do aluno, onde a aula basicamente tem a mesma estrutura, revisa-se o conteúdo, a partir da revisão inicia um novo conteúdo, mas busca-se resolver problemas tendo como base antigas soluções, ou seja, ainda estamos muito longe de predominar modelos de escolas como a de Dewey propõe, onde o professor é um facilitador, onde os alunos pesquisam e discutem, tiram dúvidas entre si, não havendo aquela centralização da educação na figura do professor, nesse modelo de educação, o aluno participa de projetos, busca possíveis soluções e o conhecimento tem sentido fornecido pelo uso, ou seja, a educação brasileira está muito longe dos novos modelos de educação, baseada nas idéias de Dewey, Piaget e Vigotski.
Para concluir, recomendo a leitura do capítulo a todas as pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a educação, seja no ensino fundamental, médio, cursos profissionalizantes, técnicos, superior ou no nível que for, ou para pessoas que se preocupam com as questões ligadas a educação, lendo este capítulo consegui perceber falhas na minha educação no ensino fundamental e médio e falhas na educação atual que nunca tinha parado para pensar sobre o assunto e de fato, existem muitas culturas negadas e silenciadas no currículo, existem culturas que quase não se encontra material sobre o assunto, por exemplo, a cultura cigana, assim como, na própria história brasileira, por exemplo, termos como descobrimento do Brasil pelos portugueses, idéia de que os portugueses tentaram civilizar os índios, situações como estas são vistos com freqüência nos livros didáticos, na grande maioria das vezes sem falar e detalhar o que o povo indígena e outros povos sofreram, ou seja, só demonstrando um lado, uma visão da história.

Referências Bibliográficas

SANTOMÉ, Jurjo Torres. As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Alienígenas na Sala de Aula: Uma introdução aos estudos culturais em educação. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2001. p.159-177.
ARAÚJO, Rubenilson Pereira de. CAMARGO, Flávio Pereira. Gênero e Diversidade Sexual no Currículo Escolar: Uma Abordagem Inter e Transdisciplinar no Ensino e na Formação de Professores. 2012. Disponível em: <http://www.uft.edu.br/pgletras/revista/capitulos/(08_g%C3%AAnero_e_diversidade_sexual_no_curr%C3%ADculo_escolar...).pdf>. Acesso em: 22.mai.2013.
ARAÚJO, Jurandir de Almeida. MOREIRA, Josinélia dos Santos. MORAIS, Rossival Sampaio. As Culturas Silenciadas e Marginalizadas na Escola. Disponível em: <http://www.ufrb.edu.br/ebecult/wp-content/uploads/2012/04/As-culturas-silenciadas-e-marginalizadas-na-escola.pdf>. Acesso em: 22.mai.2013.

ONOFRE, Joelson Alves. Repensando a Questão Curricular: Caminho Para uma Educação Anti-Racista. 2008. Disponível em: <http://periodicos.uesb.br/index.php/praxis/article/viewFile/329/362>. Acesso em: 22.mai.2013.

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