Resenha Crítica – As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo
A resenha apresentada a seguir aborda um
capítulo do livro Alienígenas na Sala de Aula – Uma introdução aos estudos
culturais em educação (Petrópolis, Editora Vozes, 3ª edição, 2001), o capítulo
que a resenha aborda é o sete, As Culturas Negadas e Silenciadas no Currículo,
escrito por Jurjo Torres Santomé.
O capítulo, de forma geral, fala sobre
algumas culturas que são negadas e silenciadas no currículo, por exemplo, a
cultura cigana, as culturas infantis e juvenis, as culturas das etnias
minoritárias ou sem poder, entre outras culturas, onde o currículo quase não
aborda nada sobre o assunto ou se aborda, aborda geralmente somente sobre um
determinado ponto de vista, apresentando muitas vezes fatos históricos como
algo heróico por um lado, porém, se esquecendo de demonstrar o outro lado, o
que algumas etnias sofreram, por exemplo, neste mesmo fato histórico, enfim, um
capítulo que faz as pessoas refletirem sobre alguns problemas que a educação
brasileira possui.
Segundo o autor, muitas propostas de
escolarização mantém ainda uma forte estrutura fordista, pois seu modo de
funcionamento se assemelha ao da cadeia de montagem de uma grande fábrica.
Desse modo, os alunos se posicionam em sua carteira e passam diante deles
diferentes matérias e professores a um determinado ritmo. A única coisa que os
estudantes buscam neste modelo de educação é atingir uma determinada nota ou
conceito, pouco importando o sentido, a utilidade e o domínio real do que devem
aprender. Concordo plenamente com o autor, de fato, o modelo atual de educação
brasileira, no geral, é muito parecido com a estrutura fordista, os professores
dão seu conteúdo, terminam a aula, vem outro professor e faz a mesma coisa,
porém, muitas vezes os conteúdos são descontextualizados e que não fazem
sentido nenhum para o aluno, para ele o que importa é o resultado, a nota ou
conceito e não o conteúdo em si.
A ação educativa pretende além de desenvolver
capacidades para a tomada de decisões, reconstruir de forma reflexiva e crítica
a realidade. Com certeza, essa deve ser uma das metas da educação, porém,
acredito que o modelo de educação utilizado na maioria das instituições de
ensino precisa ser repensado para atingir esta meta.
Segundo o autor, o professorado atual é fruto
de modelos que exigiam unicamente prestar atenção à formulação de objetivos e
metodologias, não precisando se preocupar com a seleção explícita dos conteúdos
culturais. Esse fato com certeza é um problema, mas que é preciso que cada vez
mais os professores e principalmente a nova geração de professores olhe com
outros olhos os conteúdos culturais. Ainda, segundo o autor, em muitas ocasiões
os conteúdos são contemplados pelo alunado como fórmulas vazias. Sem dúvida
nenhuma isso ocorre, são conteúdos descontextualizados, onde o aluno não
consegue compreender aonde pode ser aplicado e não consegue relacionar o
conteúdo com outros conteúdos vistos.
O autor fala que as culturas ou vozes dos
grupos sociais minoritários e/ou marginalizados que não possuem poder costumam
ser silenciadas, às vezes estereotipadas e deformadas. Sem dúvida nenhuma, isso
é um fato, dentro da maioria das escolas pouco se fala sobre as culturas
populares ou sobre as culturas infantis ou juvenis, por exemplo.
O capítulo também aborda que muitos dos
preconceitos e estereótipos negativos sobre comportamento e características de
certos povos não são mais que a tradução de atitudes de ataque, negação e
silenciamento de seus sinais de identidade. Isso é muito comum no dia-a-dia ver
pessoas falando mal de determinada pessoa por pertencer a determinada cultura
ou povo, ou seja, generalizando, criando um estereótipo negativo.
Segundo o autor o adultocentrismo de nossa
cultura nos leva a uma ignorância realmente grande acerca do mundo infantil e
da juventude, geralmente, essa cultura é refletida e criticada apenas no quadro
das instituições acadêmicas, por exemplo, muito poucas vezes se oferecem possibilidades
de refletir e analisar as razões de cada um dos jogos infantis. Concordo com o
autor, vivemos em um mundo que o que importa é o resultado, pouco importando a
cultura infantil e da juventude, vista como inferior ou pelo menos como uma
cultura não tão importante quanto à cultura adulta, criando na sala de aula uma
barreira entre aluno e professor, fazendo com que, aos olhos do aluno, os
conteúdos pareçam distantes do seu dia-a-dia.
As crianças e jovens geralmente são vistos
como ingênuos, inocentes, desvalidos, sem maiores preocupações, interesses e
desejos, os currículos escolares não incluem conteúdos sobre as condições e
modos de vida da infância pobre, das crianças do mundo rural e litorâneo, as
condições de vida de crianças extremamente pobres do Terceiro Mundo, o
conhecimento dessas injustiças é muito importante para gerar a solidariedade
capaz de corrigir as desigualdades e injustiças, é muito comum o assassinato de
crianças pobres, agressões e torturas físicas e sexuais, os trabalhos desumanos
é uma triste realidade. Concordo plenamente com o autor, esses seriam conteúdos
fundamentais, até porque estaria abordando assuntos que faz sentido para os
jovens, pois se está falando muitas vezes de situações que inclusive alguns
alunos podem estar vivendo, aproximando os conteúdos da realidade de vida
deles, além do que só se irá combater ou reduzir as injustiças se assuntos como
esses fazerem parte do currículo das escolas, para que os jovens tomem
consciência dessa realidade, pois como o autor falou, a escola não vem se
importando com esses assuntos, fazendo com que o aluno tenha a falsa idéia de
que essas injustiças não existem.
Outra questão que o autor fala é sobre o
baixo interesse em abordar em aula conteúdos sobre a cultura popular e as
formas culturais da infância e da juventude (cinema, rock and roll, rap,
quadrinhos, etc.), muitas vezes além de não tratar em aula, busca ocultar,
quando não atacar frontalmente. Com certeza é outro problema do modelo de
educação atual, se a escola se preocupasse mais com a cultura e interesse dos
seus alunos, que tentasse integrar a cultura e interesses dos mesmos no
conteúdo das disciplinas, acabaria criando um vínculo entre o aluno e o
conteúdo, tornando os conteúdos dentro de um contexto em que o aluno percebe
onde os mesmos podem ser aplicados, do contrário, torna a aula
descontextualizada e distante da realidade dos alunos.
O autor fala também que o idioma e a norma
linguística que a escola exige é a dos grupos sociais dominantes, a literatura
daqueles autores e autoras que esses grupos valorizam, assim, para todas as
demais matérias, a geografia e a história dos vencedores, etc. Acredito que
falta na educação brasileira abordar assuntos que estejam relacionados com a
realidade dos alunos, não adianta, por exemplo, em uma aula de literatura
abordar apenas sobre autores que os alunos não têm o menor interesse em
aprender, é preciso pelo menos ter o bom-senso de falar sobre esses autores,
mas também falar ou comparar aos autores que são de interesse da juventude, até
mesmo quando abordar sobre esses autores que não são o foco de interesse da
juventude, é interessante tentar atrair a atenção desses jovens, tentando
aproximar ao máximo o conteúdo aos interesses dos alunos para que esses
conteúdos não pareçam distante da realidade dos mesmos e descontextualizado.
Segundo o autor, as instituições acadêmicas
consideram arte aquilo que se encontra nos museus, porém, se analisarmos a
História da Arte o que agora consideramos um marco artístico em seu momento foi
considerado como inferior. Concordo com o autor, o que significa que é bem
provável que a cultura popular que hoje não damos a importância devida será no
futuro valorizada como algo que marcou esta geração, o que me parece é que
muitas vezes nos detemos no passado e não percebemos que fazemos parte da
história e que no futuro, as gerações futuras estudarão como era nossa cultura,
nossa história, os autores literários, entre outras questões, me parece que às
vezes estudamos o passado mas nos esquecemos do presente e de perceber que a
gente está construindo a história a cada dia, pois a literatura, a história, a
arte, entre outras áreas do saber não acabaram no passado, continuam e
continuarão existindo no futuro.
O capítulo fala que é visível a carência de
experiências e reflexões sobre uma educação anti-racista, que qualquer
comunidade humana trata sempre de salvaguardar sua cultura, pois é dessa
maneira que a comunidade assegura sua continuidade e nesse ponto o sistema
educacional desempenha um papel importante. Concordo com o autor que o sistema
educacional precisa se preocupar mais com a questão do racismo e que é a
cultura que faz uma comunidade assegurar sua continuidade, porém, algo que chama
a atenção é que ao lermos um livro didático o mesmo geralmente apresenta um
único ponto de vista, o lado do “vencedor” e quase não se encontram materiais
sobre as etnias minoritárias ou sem poder, dificultando que esses grupos sejam
reconhecidos e valorizados por todos, além de não auxiliar para que a história
da cultura permaneça viva ao longo dos anos.
Segundo o autor, são numerosas as formas que
o racismo aflora no sistema educacional, de forma consciente ou oculta. É
possível detectar manifestações de racismo nos livros didáticos especialmente
por causa dos silêncios que são produzidos em relação aos direitos e
características de comunidades, etnias e povos minoritários e sem poder, por
exemplo, as comunidades ciganas, para as etnias sul-americanas e
centro-americanas, não existem para os olhos dos leitores desse tipo de materiais
curriculares. Outra amostra de racismo dos livros didáticos são as descrições e
qualificativos que se nomeiam as invasões coloniais e espoliações de recursos
naturais de vários povos do Terceiro Mundo, termos como descobrimento,
aventuras humanas, feitos heróicos, desejos de civilizar os seres bárbaros ou
primitivos, o que contribui para que os alunos tenham mentalidades
etnocêntricas, o que faz com que os leitores acreditem que certos povos
realmente eram primitivos, cruéis, estúpidos, pobres, etc. Concordo plenamente
com o autor, e na minha opinião é uma das grandes falhas no sistema educacional
brasileiro, ter a visão somente de um lado da questão e praticamente não falar
sobre a exploração sofrida por certos povos, o sofrimento da escravidão a as
brutalidades sofridas, de modo que a história do modo como é contada parece que
determinados povos fizeram tudo certo e realmente precisavam fazer o que
fizeram, que era a única alternativa que se tinha, e ocultam o máximo a cultura
e história dos outros povos, e quando se fala sobre os outros povos geralmente
é dito que o povo era bárbaro, primitivo, entre outros estereótipos negativos,
ou seja, prepondera determinada visão da realidade e silenciamento de outras
realidades e visões da história.
O capítulo fala que outra cultura que sofre
com o silenciamento em instituições de ensino são as culturas da terceira
idade, o mundo rural e litorâneo, a classe trabalhadora, as pessoas pobres, o
Terceiro Mundo, as pessoas com deficiência física e/ou psíquicas, as pessoas
lésbicas e homossexuais e o mundo das mulheres, uma educação libertadora exige
que se leve a sério os pontos fortes, experiências e valores dos membros dos
grupos oprimidos. Concordo com o autor, todas as culturas possuem suas
qualidades, seus pontos fortes que precisam ser valorizados e realmente existe
um silenciamento de diversas culturas. Segundo Araújo e Camargo (2012), o que
temos presenciado ao longo dos anos é uma ausência nos currículos escolares referente
à temática homossexual, como se os alunos fossem todos heterossexuais. A escola
deveria se apropriar de conceitos fundamentais sobre as questões de igualdade
de gênero, respeito às diferenças e combate ao preconceito e à discriminação.
O capítulo aborda que está ocorrendo uma
remasculinização da sociedade, por exemplo, o fato do cinema tratar da mulher,
com ênfase em valores exclusivamente estéticos e como objeto de desejo sexual
comprova esta teoria para o autor. Segundo o mesmo existe nessa linha da
remasculinização da sociedade, uma nova mensagem, de que as mulheres não são
imprescindíveis nem para cuidar dos filhos e filhas. Neste ponto eu discordo do
autor, tudo bem que muitas mulheres não se valorizam, que tem muitos homens
machistas e que a sociedade muitas vezes não valoriza de forma igual um homem e
uma mulher em questão de remuneração, mas acredito que a mulher está cada vez
mais conquistando espaço na sociedade e que é praticamente impossível que
venhamos a regredir nesse aspecto.
O autor fala que estudar e compreender os
erros históricos é um bom antídoto para impedir que fenômenos de marginalização
continuem sendo reproduzidos. Concordo, somente quando a educação se preocupar
de verdade com essas questões é que formaram cidadãos conscientes e que lutem
na medida de suas forças contra a marginalização de certas culturas e povos,
além de incluir de fato esses povos na sociedade em que vivemos. Segundo
Araújo, Moreira e Morais, é notório, no Brasil, a supervalorização da cultura
européia, e a inferiorização das demais, notadamente, as culturas de origem
africanas.
Uma política educacional que queira recuperar
essas culturas negadas não pode ficar reduzida a uma série de lições ou
unidades didáticas isoladas, nem cair no equívoco de dedicar um dia do ano à
luta contra os preconceitos racistas, ou que muitas vezes são contempladas no
currículo, mas tendo uma visão distanciada, como algo que não tem a ver conosco.
O autor utiliza o termo currículos turísticos para as unidades didáticas
isoladas, nas quais, esporadicamente, se pretende estudar a diversidade
cultural. Concordo com o autor, para que a luta contra os preconceitos racistas
obtenha sucesso é necessário que o tema esteja presente em diversos conteúdos e
não de forma isolada, aliás, todo o modelo de educação deveria estar relacionado,
interagir, integrar as diversas disciplinas e não como é atualmente, onde cada
disciplina vê determinados conteúdos que parece não se relacionarem uns com os
outros, o aluno precisa viver os conteúdos vistos em aula, aplicar, perceber
onde pode ser aplicado no dia-a-dia, da mesma forma precisa saber como agir
para ajudar a combater o racismo e os preconceitos.
Segundo o autor é perceptível que em certas
situações é construído a história presente em livros didáticos na medida certa
para enquadrar e tornar naturais as situações de opressão. Concordo plenamente
com o autor, a história sobre o descobrimento do Brasil é um exemplo disso,
onde a história geralmente conta a versão dos portugueses do fato, sem relatar
o sofrimento vivido pelos povos indígenas.
O capítulo fala que hoje são numerosas as
pessoas que deixaram de acreditar que as instituições de ensino podem ajudar a
acabar com a desigualdade e na educação como instrumento de democratização.
Concordo com o autor, nos moldes como a educação está atualmente, as
instituições não são capazes de ajudar a acabar com a desigualdade das culturas
marginalizadas e a educação não é capaz de ser um instrumento para a
democratização, quando muito um local para qualificação profissional, porém,
assim mesmo apresenta problemas da falta de contextualização da maioria dos
conteúdos.
Segundo o autor, as instituições escolares
são lugares de luta, e a pedagogia pode e tem que ser uma forma de luta
político-cultural, é preciso que o professorado e todos os que estão direta ou
indiretamente ligados a educação participem da construção de materiais
curriculares capazes de contribuir para um questionamento das injustiças
atuais. Concordo plenamente com o autor, se as instituições de ensino não derem
a devida importância para o assunto, não conscientizarem seus alunos sobre as
injustiças e sobre a importância de se incluir, de tratar de forma igual às
outras pessoas, de se estudar e valorizar as outras culturas, se isso não
ocorrer dentro das instituições de ensino, fica difícil acreditar que no
dia-a-dia, na sociedade isso irá mudar, portanto, é a instituição de ensino que
tem que se comprometer com esta questão, pois é ela que possui esse poder de
transformação e conscientização da sociedade.
O capítulo fala que os conteúdos anti-racistas,
anti-sexistas, antibelicistas, ecológicos, devem estar presentes em todas as
disciplinas. Concordo com o autor esses temas precisam estar presentes em todas
as disciplinas e não apenas centrado em uma ou em um ou outro conteúdo, quanto
mais incluir esses assuntos no conteúdo das mais diversas matérias e de forma
contextualizada, de modo que faça o aluno refletir sobre o assunto, acredito
que terá mais sucesso, agora se o assunto for abordado em uma única disciplina
de forma descontextualizada ou de forma esporádica a conscientização dos alunos
não será atingida ou não será atingida de forma satisfatória. Segundo Onofre
(2008), uma educação anti-racista prima pelo respeito à diferença, à
diversidade, a instituição de ensino requer muito mais do que o simples
cumprimento de obrigações curriculares, exige uma postura ética e valorativa
diante da cultura dos afro-descendentes, educar, respeitando as diferenças.
O autor fala que a instituição escolar não
tem por objetivo apenas reconstruir o conhecimento, mas sim de um lugar que se
reflete criticamente acerca das implicações políticas desse conhecimento.
Concordo plenamente com o autor, reconstruir o conhecimento é importante para a
qualificação profissional e formação do indivíduo, porém, a instituição escolar
tem que ter como objetivo algo muito maior do que apenas passar o maior número
possível de conteúdos, outro objetivo importantíssimo que a escola precisa ter
é com a formação do indivíduo enquanto cidadão, valorização das outras pessoas
e culturas e que possua um espírito crítico.
O capítulo aborda que as salas de aula não
podem continuar sendo um lugar para a memorização de informações
descontextualizadas. Concordo plenamente com o autor, se o assunto não estiver
contextualizado, não fizer sentido para o aluno, será um conteúdo que não
prenderá o interesse do mesmo e por consequência não terá importância para o
aluno, logo será esquecido e nada daquilo que for estudado o aluno levará para
a vida.
Acredito que o modelo teórico que mais se
assemelha ao modelo de educação brasileira atual e que ficou bem visível pelo
conteúdo do capítulo, é a pedagogia tradicional de Herbart, onde a educação
está muito centrada na figura do professor, o aluno é passivo e precisa apenas
prestar atenção na aula, onde a ênfase é no resultado, em uma nota ou conceito,
e não o que o aluno aprendeu de fato e o que o conteúdo aprendido irá agregar
para a vida do aluno, onde a aula basicamente tem a mesma estrutura, revisa-se
o conteúdo, a partir da revisão inicia um novo conteúdo, mas busca-se resolver
problemas tendo como base antigas soluções, ou seja, ainda estamos muito longe
de predominar modelos de escolas como a de Dewey propõe, onde o professor é um
facilitador, onde os alunos pesquisam e discutem, tiram dúvidas entre si, não
havendo aquela centralização da educação na figura do professor, nesse modelo
de educação, o aluno participa de projetos, busca possíveis soluções e o
conhecimento tem sentido fornecido pelo uso, ou seja, a educação brasileira
está muito longe dos novos modelos de educação, baseada nas idéias de Dewey,
Piaget e Vigotski.
Para concluir, recomendo a leitura do
capítulo a todas as pessoas que trabalham direta ou indiretamente com a
educação, seja no ensino fundamental, médio, cursos profissionalizantes,
técnicos, superior ou no nível que for, ou para pessoas que se preocupam com as
questões ligadas a educação, lendo este capítulo consegui perceber falhas na
minha educação no ensino fundamental e médio e falhas na educação atual que
nunca tinha parado para pensar sobre o assunto e de fato, existem muitas
culturas negadas e silenciadas no currículo, existem culturas que quase não se
encontra material sobre o assunto, por exemplo, a cultura cigana, assim como,
na própria história brasileira, por exemplo, termos como descobrimento do
Brasil pelos portugueses, idéia de que os portugueses tentaram civilizar os
índios, situações como estas são vistos com freqüência nos livros didáticos, na
grande maioria das vezes sem falar e detalhar o que o povo indígena e outros
povos sofreram, ou seja, só demonstrando um lado, uma visão da história.
Referências Bibliográficas
SANTOMÉ, Jurjo Torres.
As Culturas Negadas e Silenciadas no
Currículo. In: SILVA, Tomaz Tadeu da (Org.). Alienígenas na Sala de Aula:
Uma introdução aos estudos culturais em educação. 3ª ed. Petrópolis: Vozes, 2001.
p.159-177.
ARAÚJO, Rubenilson
Pereira de. CAMARGO, Flávio Pereira. Gênero
e Diversidade Sexual no Currículo Escolar: Uma Abordagem Inter e
Transdisciplinar no Ensino e na Formação de Professores. 2012. Disponível
em: <http://www.uft.edu.br/pgletras/revista/capitulos/(08_g%C3%AAnero_e_diversidade_sexual_no_curr%C3%ADculo_escolar...).pdf>.
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ARAÚJO, Jurandir de
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Acesso em: 22.mai.2013.
ONOFRE, Joelson
Alves. Repensando a Questão Curricular:
Caminho Para uma Educação Anti-Racista. 2008. Disponível em: <http://periodicos.uesb.br/index.php/praxis/article/viewFile/329/362>.
Acesso em: 22.mai.2013.
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